A muito tempo atrás, antes de existir o termo designer, duas dessas profissões eram coisa totalmente separadas. De um lado, haviam aqueles que se dedicavam à arte. De outro lado, os que eram artesãos. Os artistas, buscavam retratar eventos históricos ou coisas do seu cotidiano. É bem possível que eles buscassem se expressar através da sua arte.

Sendo assim, a arte era uma forma de expressar ideias através da beleza, da reflexão, da expressão em si. Entre as diversas formas de arte que existem desde o começo da história da humanidade, se encontram a pintura, a escultura, etc.

Já o artesão era voltado para a fabricação de objetos que cumpriam uma utilidade. Ele trabalhava talvez entalhando madeira e criando móveis. Mas o seu foco principal era satisfazer uma necessidade, atender a uma função.

Podemos separar assim, dois seguimentos que sim eram formas de arte: as artes aplicadas voltadas para a utilidade (artesão) e as belas artes voltadas para a estética (artista).

Uma bela união

Neste contexto o artesão tinha o propósito de desenvolver competências que iriam o tornar qualificado para produzir em escala. Não tinha preocupação com estética. Um cadeira servia para sentar, certo? Uma mesa, para servir refeições.

Já o artista não se importaria se levasse a vida toda para entregar uma obra. Desde que a sua obra pudesse ser admirada e que ele sentisse que havia conseguido expressar suas ideias com o resultado.

Agora, que tal se fosse possível unir estes dois conceitos? É aqui que entra a definição de designer. O seu papel é atender a necessidades, resolver problemas, produzir peças de utilidade comercial, mas que atendam a padrões estéticos.

Pense por exemplo em um simples cartão de visitas. Ele cumpre com uma utilidade. Divulgar os serviços e informações de contato de alguém. De um cliente por exemplo. Mas com certeza, para cumprir sua função ele precisa ser esteticamente agradável.

E não só isso, bem como também, a estética deve estar alinhada à funcionalidade. Na verdade, não basta ser uma arte bonita, se ela não gerar resultado, atraindo clientes, não é mesmo?

O papel do designer é muito mais que beleza

Pense por exemplo em um site. As decisões que são tomadas neste site devem motivar o visitante a executar certas ações. Isto envolve clicar em um link, se cadastrar em um formulário, realizar uma compra, etc…

Percebeu como a união da profissão artista e artesão não só agregou as competências dessas duas admiráveis profissões, bem como agregou outras funções importantes.

Agora, o designer profissional também tem que tomar decisões estratégicas, levando em conta o comportamento dos usuários. Isso é o que garante um bom resultado em seu trabalho. Ou seja, ele une um propósito, uma utilidade, uma resolução de um problema a um padrão estético que se alinha ao comportamento humano.

Conclusão

Viu só! O designer deve ser muito valorizado porque ele cumpre um papel importante em qualquer setor da sociedade. Se você é designer e atua nesta profissão lembre-se sempre disso, porque isso nos ajuda a nos valorizar. O que fazemos é muito importante. É fundamental!

E não pense que você deve apenas criar artes bonitas e saber combinar cores para ter resultados. Esta breve consideração da história nos mostra que a nossa profissão vai além disso.

É nossa obrigação trazer soluções aos nossos clientes que o ajudem a atingir objetivos. Por isso a nossa busca por conhecimento e pelos fundamentos do design devem ser constantes. Por que o nosso papel é estratégico, e não apenas estético.

Você sabia que o papel do designer era tão importante assim? Se você é designer, já deve ter lidado com algum cliente que só queria alguém que soubesse usar o mouse e o Photoshop, não é? Quem nunca? Deixa aí o seu comentário!

Publicado em: 15 de setembro de 2021


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