Se você está lendo este artigo, provavelmente é por que você pensa em ser um designer gráfico ou porque o assunto design em si te interessa. Se você acredita que tem uma vocação para esta profissão, é muito provável que desde pequeno, você já gostava de coisas que envolviam o design.

Por exemplo, é possível que você já gostasse de desenhos animados, animes, quadrinhos, etc. Também, é provável que você começou desenhando estes personagens ou outros temas que te agradavam e a medida que você cresceu se deparou com programas de edição como o Photoshop, Illustrator, InDesign, Corel DRAW, entre outros.

Assim, a medida que você se familiarizava com estas ferramentas, você se deparou com conceitos de design que foram fazendo você se interessar por este assunto ou até mesmo aceitar alguns trabalhos nesta área.

“Eu que fiz isso!”

Se você já fez alguns trabalhos, sejam profissionais ou pessoais, já deve ter tido em algum momento aquela sensação muito boa de dizer: “eu que fiz isso”. Mas, ao mesmo tempo, nem sempre a gente acerta, não é? Quando você olha coisas que você fez já há algum tempo, quase sempre tem aquela sensação de que “poderia ter saído bem melhor”!

É assim com você? Foi assim que você começou? Deixa aí o seu comentário, aposto que muitos vão se identificar com você, assim como eu também!

Mas, agora eu quero te fazer uma pergunta: independente de quanto tempo tem que você se interessa por design, você se considera um designer gráfico? Na verdade, o mais importante: o que é design afinal de contas?

Como ser um designer gráfico de verdade?

Se você acredita que para ser um designer gráfico é preciso saber desenhar, mesmo que seja através dos programas de design, não é bem assim. É um erro comum as pessoas associarem o design ao desenho em si, à arte e somente a ela. Se você quer começar bem, ou melhorar os resultados do seu trabalho, não pense dessa forma.

O design está mais associado ao projeto, ao planejamento do trabalho do que somente ao desenho em si. O foco do designer gráfico é atingir objetivos. Entender o que o seu cliente precisa e apresentar resultados através da comunicação visual. Isso só é possível conhecendo conceitos do design que transmitem ideias. Através dos desenhos, da tipografia, das cores, etc…

Mas todo o conjunto é o que levará ao objetivo, e como retorno, trará os resultados desejados. E de quem é o dever de cumprir este objetivo? Claro, do designer.

Muitas pessoas que já estão na ativa desde que eram jovens, acabaram se deparando com o passar do tempo com alguns conceitos e situações que os tornaram o que são hoje. Mas na verdade, muitos deles nunca realmente aprenderam os principais conceitos do design. Apenas seguiram atuando enquanto ia surgindo os trabalhos. E assim foram aprendendo de forma autodidata.

Mas, conhecer o programa de edição não transforma ninguém em um designer de verdade. É necessário aplicar esses conceitos e estar seguro dos objetivos desejados para alcançá-los. Lembre-se o seu conhecimento somado às suas técnicas é que fará de você um designer, e não o programa que você usa.

O mercado do design

O design está presente em todos os seguimentos do mercado. Inclusive, muitas empresas se destacam justamente por sua comunicação visual. E a partir do momento que estas empresas se tornam conhecidas, sua identidade visual as torna inconfundíveis. Você vê um quadrado vermelho com uma letra “A” branca e automaticamente sabe que se trata das Lojas Americanas.

Alguns clientes não respeitam essa profissão. Eles não valorizam o trabalho envolvido para desenvolver peças de design. Pensam que somos apenas desenhistas. Que nós estamos apenas fazendo o que gostamos. Não levam em conta que existe muita técnica e planejamento para desenvolver o nosso trabalho. Talvez eles pensem que você é alguém que sabe “mexer” com o Photoshop, e como eles não sabem ou não tem tempo para aprender, você vai colocar em prática aquilo que eles tem na mente mas não tem o conhecimento necessário para transformar em realidade.

Então, quando você apresenta o trabalho pronto, eles pedirão para aumentar aqui, mexer ali. E na maioria das vezes tudo o que você levou em conta na hora de planejar aquela arte irá pelo ares.

Como o mercado afeta o designer gráfico?

A situação que eu acabei de mencionar faz com que muitos designers se desanimem da profissão (Pode acreditar, eu falo de mim mesmo quando eu digo isso!). Alguns profissionais que foram se tornando designer sem a devida qualificação e preparo podem até se desanimar por internalizar este sentimento de desvalorização.

Alguns vão desanimar da profissão, ou não vão se valorizar. E isto irá se refletir na maneira como cobra pelos seus serviços. Mas o papel do designer é muito importante para a sociedade. Porém, o profissional somente se valorizará e conseguirá cobrar de forma justa pelos seus trabalhos tendo o preparo necessário através do conhecimento técnico desta área.

Conclusão

Se você já é ou quer se tornar um designer gráfico, lembre-se disso: esta profissão é das mais importantes na sociedade. É a que trás soluções para novos produtos, conceitos e informações. O designer é um comunicador visual. Esta profissão não é só usar imagens, tipografias e cores, é usar estes artifícios para transmitir ideias. É ditar novas tendências e estratégias para empresas e organizações, de fim lucrativo ou não.

Então, se você quer se tornar um designer ou já é um e pretende melhorar, não confie apensa no seu talento e instinto. Se você já os possui, muito bom! Parabéns! Mas, estes são os primeiros passos. Conhecer os conceitos de design de forma mais técnica é o que vai levar você a progredir, ser valorizado, alcançar objetivos, e saber transmitir as ideais que o seu cliente precisa para atingir os resultados esperados.

Boa jornada para você!

Publicado em: 15 de setembro de 2021


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